Desses links que povo manda no Twitter, dois marcaram a corrente semana, fazendo neguinho perder o mal dormido sono ou até considerar prestar alguma coisa na área de saúde.
Um, de quarta-feira (20), do Gamasutra, site focado em pesquisa e desenvolvimento de games e estudos correlatos. “Analysis: Inside Brazil’s Video Game Ecosystem”, assinado por James Portnow.
Pegada: Fala sobre problemas, desenvolvimento, academia, distribuição de jogos. Aponta que as taxas sobre games são o maior problema do setor, resultando em preços proibitivos, e arrisca que o negócio no país vai explodir rumo ao sucesso nuclear nos próximos 10 anos – ou então nunca vai decolar.
Trecho:
“All this isn’t to say piracy isn’t an issue. Pirate stores sell games at 5-15 reais ($2.80-$8.50) and have better service. For the most part, pirate game dealerships are small local operations that know their clientele and are willing to go further for their customers than the large retail chains. Interestingly enough, I heard people say that their pirate dealers would let them buy a game and, if they didn’t like it, come back a few days later and switch it for something else. That’s the sort of service I wish we had in the US.”
Siliga: Mais um “hands-on”, um “primeiras impressões”, do que realmente uma análise. Algumas generalizações, alguns exageros na direção errada. Deixou de lado parcela grande dessa indústria (Tectoy, Taikodom) e não falou com muita gente. Mas tem opiniões interessantes e cita exemplos do Rio, que é geralmente menosprezado pelo eixo São Paulo-resto do país.
O segundo, de Alexandre Taú, no Gamerview de segunda-feira (18/01): O não-jornalismo de games no Brasil.
Pegada: puxa pra roda o jogo de ação Bayonetta pra mostrar como o jornalismo de games no Brasil é sempre igual, sem inovações, limitado, conservador.
Trecho:
“Mas parece que o resto do jornalismo brasileiro, quando não é engraçaralho, se limita a simplesmente soltar notícias como se fosse um clipping do que recebe por e-mail das assessorias de imprensa, ou do que lê no Kotaku. (…) As opiniões que aparecem são sempre sobre pirataria, impostos e aqueles assuntos onde parece que se gera uma incômoda unanimidade para convencer os leitores de algo. E o pior: nem mesmo os blogs saem desse padrão.”
Siliga: os 25 editores (e um designer contratado) do Freeko concordam com a opinião do Taú, embora discordem de algumas comparações e argumentos utilizados. Se você considerar que um game é formado, em resumo, por “rules, play and culture” (como dizem os manos no livro Rules of Play), percebe em 10 segundos que, no Brasil, continuamos a falar em “rules” e “play”, e a ignorar totalmente o “culture”, garantindo nossa permanência na pré-infância. (Extra: lá mesmo no post estão mais de 40 comentários para você se enturmar direito)
Apesar de todas as discussões, o helicóptero que sobrevoa o Largo da Batata informa que a Campus Party VAI MESMO ACONTECER na próxima semana em São Paulo. Semana inteira. Ninguém pra evitar. Com isso, encerramos mais um Com a Palavra, Doda Vilhena, ou algo semelhante.
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esse pessoal vai tudo fumar maconha nessa campus.