José Mindlin, fanático por livros que faleceu neste domingo (28), aos 85 anos, virou hit na web ao doar sua biblioteca para a Universidade de São Paulo (NASDAQ: USP). Foram 17 mil títulos, cerca de 40 mil volumes, que fizeram a alegria da tradicional Feira de Livros – desde best-sellers ainda no plástico até aqueles com folhas amarelas e orelhas assinadas. Mas é um outro sacrifício que faz Mindlin entrar agora para o hall da fama de grandes heróis da vida. Um pesquisador descobriu um Flight Simulator 95 (na caixinha) entre parte da coleção não doada à USP.
“É realmente incrível. Não esperava tamanha descoberta em uma parte já descartada do acervo”, diz Joaquim Anhures, catalogador e ex-olheiro de briga de galos. “O CD está em excelente estado de conservação, compatível com as peças mais protegidas do Romantismo brasileiro e calhamaços pré-descobrimento”, completa. “Tem até serial-key”, esnoba. “Eu imagino se um dia ele comprou na Fenasoft”, filosofa.

Flight 95 foi encontrado empilhado cuidadosamente sobre outros clássicos que Mindlim amealhara anteriormente em sebos pelo centro da cidade. Sei lá qual cidade
A descoberta aconteceu quando Joaquim reorganizava os volumes descartados pela USP. Eram caixas (e mais caixas!) empilhadas em um quarto abandonado de um hotel desativado do centro recuperado de São Paulo. A extração do objeto durou cerca de 4 horas, e o transporte até a Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, foi realizado através de ônibus.
Além da importância para a comunidade científica, o achado pode ajudar a revelar uma faceta oculta de Mindlin, pouco divulgada por telejornais sérios. “Isso prova que ele era um grande fã de simulações, apesar de não termos encontrado nenhum joystick especial. Não é qualquer pessoa que tem um Flight 95 em casa”, explica Joaquim, para o desespero de literatos de todas as partes.
Mas o Flight 95 não veio sozinho. Junto com ele estavam outros títulos clássicos, desde obras contemporâneas até projetos inviáveis comercialmente. É uma descoberta que lança luz sobre as atividades do empresário, e abre espaço para uma ou duas pautas reaproveitadas em locais sem muito empenho. Segundo a Polícia Federal, os itens serão avaliados e apresentados como prova em audiência da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Os imortais terão, então, 30 dias para correr atrás de defesa ou aceitar a exoneração-póstuma de Mindlin.
Procurada pelo Freeko, a Microsoft afirmou que não divulga números no país, e a Sony desmentiu rumores de que tudo isso faria parte de um plano de marketing polêmico.

Frases de efeito e parte do número serial foram borrados usando tecnologia para preservar a privacidade dos familiares
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O meu disquim do 95 eu perdi. Empresta aí?
“Eu imagino se um dia ele comprou na Fenasoft”. Saudades da Fenasoft…