Com todo o burburinho em torno do lançamento de Shenmue 4, aliás, Yakuza 4, não há como não trazer à mente alguns pontos memoráveis da primeira versão do game, lançado para PlayStation 2 no ano de Nosso Sr. de 2005.
Como detalhe “um-pouco-meio-chato”, o jogo trouxe umas lutas estranhas, repetitivas e que, às vezes, você tinha vontade de martelar o dedão do pé, tão numerosos eram os capangas da máfia japonesa que pintavam no mesmo cenário.
Por outro lado, nos pontos positivos, havia as personagens marcantes, o enredo bem casado e a reprodução do centrão fervido de Tokyo, que era revolucionária: os mercadinhos, os randevus, as praças, o povão. Sem falar daquele imenso setor cheio de armarinhos que era o máximo. Até no quinto dos infernos apareciam as malditas chavinhas para colecionar – que tempo bom!
É impossível esquecer o trecho de Yakuza em que Kazuma, nos momentos iniciais de sua busca por Yumi – um gadinho que ele andava mexendo antes de ser preso – encontra Utabori. O tiozinho é o pé do baralho na tatuagem e foi o responsável pelos belíssimos desenhos no lombo de Kazuma e do rival Nishiki.
O momento do encontro é celebrado com um belíssimo vídeo, que relembra a produção das tatuagens, sob uma narração violenta e trilha sonora a lá Kitaro, antes de seu primeiro Grammy.
Ai, como é bom reviver o passado, né gente?
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