Nova criação de Miyamoto conquista o trânsito paulistano

pirajui 31 January, 2011 5

Os Adesivos da Família Feliz, projetados pela alma, cérebro, terra, fogo, ar e coração da Nintendo, já são notados em nove de cada dez carros populares nas ruas e avenidas congestionadas de São Paulo.

Que Shigeru Miyamoto, 58, diretor de não-sei-que-área-foda lá da Nintendo criou Mario, Zelda e até mesmo aquela zica do Star Fox, você já sabia.

Que o próprio foi uma criança hiper feliz, que criava suas fantasias, visitava cavernas nas quebradas de sua casa, curte nadar e andar de bike, você também já esteve sabendo.

Agora, que a mais recente febre visual que assola as ruas – o Adesivo da Família Feliz – também tem a assinatura do desenvolvedor celebridade, certamente é algo novo. Se não for novidade também, isso aqui não tá valendo para mais nada e pode descer a porta desse blog de humor, pô!

O Adesivo da Família Feliz não deu muito certo no Japão. Lá os bens de consumo não são tão valorizados e é possível encontrar geladeiras, beliches e até carros populares nas latas de lixo.

AQUELA SIMPLICIDADE MAROTA
Não é preciso ser um expert para saber que a grande pegada de Myamoto está em sua fantástica aplicação do “simples”. Seus jogos não abusam de gráficos maravilhosos, não tem rap nas trilhas sonoras e nem longas aberturas, com legendas pequeninas, para serem exibidas à exaustão nas lojas de games. São títulos simples e arrasa-quarteirões.

E foi sob esse mesmo mecanismo de atuação que surgiram os Adesivos da Família Feliz. Miyamoto estava na firma, em uma tensa reunião com otorrinolaringologistas japoneses. A pauta eram as possíveis crises de labirintite em equinos que estiveram próximos ao – na época ainda não lançado – Nintendo 3DS. Interessadíssimo no tema, o japonês maravilhoso acabou dando um cochilo, que novamente o remeteu a sua bela infância. Na fantasia onírica, ele enxergava algo como se fosse uma família, bem estruturada, pai, mãe, filho mais velho e filha mais nova, de mãos dadas, em traços bem simples, em duas dimensões. Esse conjunto de entes queridos encontrava-se adesivado em algo que parecia ser: ou uma barreira negra do infinito ou a traseira de um automóvel Corsa ano 2000, preto. O sonolento brainstorming escolheu a segunda opção.

As matrizes foram aprovadas e o produto feito em larga escala para todos os mercados consumidores da Nintendo. Infelizmente, essa coisa mais família não teve uma boa aceitação nos principais focos da desenvolvedora: Estados Unidos, Europa e Egito.

O que estava prestes a se tornar o primeiro fracasso de Shigeru Miyamoto – além de seu penteado escrotage edition, que só perde para um ou outro articulista de blog de humor – teve a tão esperada luz no fim do túnel.

Um comerciante de auto-peças da avenida Ricardo Jafet, Zona Sul de São Paulo, entre um e outro site de vídeos pornográficos, tomou conhecimento da nova obra de arte de Myamoto. Adquiriu sua matriz e, de maneira corsária, multiplicou os adesivos que agora são obrigatórios, na identificação dos integrantes da casa para quem quiser ver, seja amigo, parente, simples transeunte, policiais ou possíveis sequestradores.

Viatura de reportagem já ganhou adesivo da Família Freeko: Bueno, Pirajuí, o pequeno Doda e Gus

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Freeko entrou em contato coma a sede da Nintendo para uma entrevista com Miyamoto sobre o tema. No entanto, a simpática telefonista interrompeu a ligação quando compreendeu que não era do pessoal da revista New Yorker.


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5 Comentários »

  1. Bode 31 January, 2011 at 10:11 am -

    Querido blogueiro, quero revender esses adesivos aqui em Bawroo City. Tem como conseguir o origninal ou eu devo fazer a minha versão no Corel?

    Obrigado.

  2. Gus Lanzetta 31 January, 2011 at 4:19 pm -

    Porra, mas eu virei o cachorro?

  3. Marques 1 February, 2011 at 4:38 pm -

    Respectivamente o Bueno parece o cara do Onde os Fracos não Têm Vez e o Pirajuí o Joselito. Só nisso consegui pensar.

  4. y. 20 May, 2011 at 2:09 pm -

    O certo é Miyamoto, não?