Fazer parte da tribo dos metaleiros (aqueles que ouvem o Metal) ou dos pagodeiros (os devotos do legítimo pagode baiano do Farol da Barra) tem sido uma missão difícil nos últimos dias. Enquanto o mundo se preocupava com o confronto entre punks e skinheads – que teria sido combinado através da rede social Friendster – durante a Virada Cultural, um confronto paralelo se desenvolvia no âmbito da propriedade intelectual no mundo da música. E você aí, preocupado com as neuroses do carinha de Dead Space 2.
A treta é a seguinte:
O Angra, como vocês bem conhecem, é uma banda do chamado heavy metal em estado físico melódico. Em vez de becos sujos, cheios de ratos, da Inglaterra pós-revolução industrial, nossos meninos formaram sua banda em eruditos estúdios, cheios de ratos, em conservatórios musicais do interior de Angra dos Reis, em Belém (PA). Solos heróicos, pianinho e música clássica se mesclaram com a voz do saudoso André Matos (um abraço, André) para criar o hit Carry On – que até hoje é o som que melhor representa o clima da Galeria do Rock, da esquina do Largo do Paissandu até duas ruas para baixo, perto daquele posto Ipiranga. André Matos saiu fora e entrou o Edu Falaschi, que é gente boa demais.
Já o Parangolé é uma banda de pagode, que é o nome que recebe o axé na Bahia.
Como não gostamos muito de polêmicas, resolvemos compilar aqui um vídeo em que o William Waack (um abraço, Will) narra a polêmica do suposto plágio.
Que feio, né, gente?
Mas a fita errada não para por aí. Ao vasculhar nosso arquivo de screenshots de joguinhos, encontramos a foto abaixo. Não vamos formalizar nenhum tipo de queixa, mas gostaríamos muito da análise de vocês, sábios leitores.
Importante: Não confundir o vocalista Leo Santana, 19, com o menino nosso Bernardo Santana, 23.
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É o sincretismo cultural do meu Brasil, coisa mais linda!