O RPG exclusivo de Kinect na E3 2011 [report]

pirajui 8 June, 2011 0

Houve uma época em que curtir as músicas da banda alemã Blind Guardian significava ser o cara mais popular da turma, ter um cabelão style e fazer a feira na mulherada. Na realidade, esse tempo nunca existiu. O contexto foi feito apenas para lembrar de um momento específico da história da banda, quando uma gravadora brasileira trouxe para cá o disco “Battalions of Fear”, de 1988, no finado formato Compact Disc.

Na ocasião, a pressa, o trabalho mal feito ou o ‘sei lá o que’ resultaram em um grave erro de impressão: na lateral do CD, o título foi grafado “Batatalions of Fear”. Imagine o quão difícil era o acesso à informação correta numa era pré-Internet e anterior mesmo ao UOL Jogos? Assim, durante um bom tempo, o erro foi tomado como o nome oficial e, pior, em alguns casos, criou-se até mesmo uma nova pronúncia, que remetia aos leões da guerra – lia-se “BatataLAIONS of Fear”.

Não lembro muito bem qual o motivo de citar esse causo na abertura também, mas o fato é que estamos no momento de efervescência no mercado de games, em meio à Electronic Exposition Expo, a E3, maior feira de videogames da Califórnia, Estados Unidos.

Falaram de um Battlefield novo, um Fifa narrado pelo Kaká, um The Sims que você pode dar “Curtir” nas paradas, um Need For Speed que você só pega o carro na última fase, um PSP mais caro e um DS que serve como controle do Wii. Mas até agora (passam das 15h aqui no boteco em frente ao centro espírita de convenções) não há lançamento de vigor para revolucionar a maneira de lidar com games, de novo.

Fiascos lascados: até o momento nenhum dos lançamentos acima emplacaram

Diante desse hiato criativo da indústria, nada melhor que usarmos alguns créditos de licença poética e sugerir a esse povo aí um título fantástico e maravilhoso. Uma aventura medieval, com base na cultura celta, como naquela época em que o J.R.R.R.R. Tolkien encheu o saco de dar aulas na faculdade e simulou um afastamento médico para escrever aquele lance dos anéis lá.

Esse RPG seria uma exclusividade para Kinect e, talvez, para Xbox360. Imagine só uma pegada GTA, em colinas da Nova Zelândia e você pro meio, na curtição. As tretas, é claro, apareceriam a todo momento e se desenvolveriam em tempo real – nem pensar nessa parada de turnos, que ninguém aguenta mais. Os seus upgrades em armaduras e armas teriam de ser acoplados ao seu corpo: para utilizar uma espada nova, por exemplo, você teria de improvisar com um cabo de vassoura, para um elmo, teria de usar um boné, um chapéu. Claro que teríamos de pensar em algo para quem faz tratamento para calvície.

Nova Zelândia, um dos prováveis cenários desse novo jogo. Talvez se substituíssemos essa água por algo mais interativo… Não sei…

Mas o lance mais inovador de todos seriam as campanhas em tempo real. Você nunca viu ninguém colocar uma partida de futebol nos 45 minutos reais ou mesmo encarar uma corrida de F1 sem ter o total de voltas reduzidas. Nesse jogo aqui, algumas missões específicas usariam o tempo cronológico ao pé da letra. Na fase A Montanha Sagrada do Leste, o herói teria de encarar os desafios da escalada, que poderia variar entre 20 e 30 horas. Durante o período, o próprio game avisaria as horas de comer, xixi e também o número dois – que seriam chamados de ‘necessidades heróicas básicas’. Seria obrigatório jogar sobre um colchão ou colchonete, pois, em determinados pontos da montanha, rolaria a autorização para o sono. O título ainda viria com despertador embutido, para que o jogador acorde e volte ao jogo, mas que também pode ser usado para outras coisas no seu dia-a-dia, fora do universo dos games.

O único problema durante essas longas campanhas realistas é que a tevê jamais poderia ser desligada ou mesmo trocada de canal. Afinal, num épico que envolve a destruição de bestas mitológicas e a salvação do mundo, não há espaço para a Ana Maria Braga ou o National Geographic.

E diante desse brainstorming gratuito eu pergunto: nós aqui do Freeko estamos ou não perdendo tempo aqui? Hein? Ei, pessoal do Zeebo, abram o olho aí, pô!

Houve uma época em que curtir as músicas da banda alemã Blind Guardian significava ser o cara mais popular da turma, ter um cabelão style e fazer a feira na mulherada




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